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O salto tecnológico da internet das coisas ao internet dos corpos

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O salto tecnológico da internet das coisas ao internet dos corpos

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A próxima década augura profundas mudanças tecnológicas, de modo que a auto-estrada da Internet estende seus longos tentáculos a diferentes âmbitos.


Espera-se um grande salto tecnológico da internet das coisas (em inglês “Internet of Things”, abreviatura de IoT), termo utilizado para máquinas e artefatos tangíveis com sensores interconectados com a internet através de APIs (Interfaces de programação de aplicações), ao Internet dos corpos (“Internet of Body”, abreviatura de IoB).

A Internet das coisas é baseada na conexão e intercâmbio de dados de objetos como artefatos domésticos, veículos e máquinas que se conectam com a internet. A inteligência artificial, as ferramentas de gestão de Big Data, os sistemas analíticos preditivos, a nuvem e a identificação pelo sistema de radiofrequência (RFID) serviram para aprofundar o IoT.

Kevin Ashton apelidou este conceito de “Internet das coisas” enquanto se realizavam estudos no campo da identificação por radiofrequência em rede (RFID) e tecnologias de sensores no ano de 1999.


Se todos os artigos estivessem equipados para se ligarem à Internet e dispusessem de dispositivos de identificação, não existiriam produtos fora de inventário, nem medicamentos vencidos. A geolocalização permitiria localizar rapidamente qualquer produto e conhecer-se-ia o nível de consumo dos aparelhos em todo o mundo.

Por outro lado, se esta tecnologia se tornasse realidade em todos os objetos, deixaria de existir o problema de extravio destes artigos. Com a evolução da Internet das coisas se poderia codificar de 50 a 100 bilhões de objetos e conhecer seu estado real.


Ao contrário do protocolo IPv4, a próxima geração de aplicações de internet, protocolo IPv6, é ideal para identificar todos os objetos através de um sistema de codificação.

À medida que cada vez mais empresas se incorporam nesta tecnologia da Internet das coisas aumenta o volume de dados, e o processamento da informação requer sistemas inteligentes para a análise e otimização da informação de forma adequada

A Internet do corpo humano


A partir da Internet das coisas surge uma nova visão que leva ao conceito da internet dos corpos. Hoje em dia os dados adquirem maior relevância e um significado de suma importância em formato digital.

Os dados digitais fornecem informações sobre as características comportamentais de pessoas e grupos sociais. Cada vez que um indivíduo interage na internet, flui a informação sobre um comportamento, pesquisas, comentários,  redes sociais, preferências, etc.


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A informação biométrica do corpo e a Internet proporcionam informação valiosa das pessoas, seus pensamentos, gostos, sentimentos mediante aparelhos inteligentes munidos de câmeras, sensores e algoritmos capazes de interpretar gestos, estados anímicos, etc.


A Internet dos corpos transforma o corpo humano numa plataforma tecnológica com incidências jurídicas e políticas para o desenvolvimento desta tecnologia. Assim, alguns cientistas afirmam que com a evolução do “IoT” estão sendo incorporados dispositivos dirigidos ao corpo humano para converter a tecnologia em “IoB”.

Este tema não está em discussão já é uma realidade, só que ainda esta tecnologia está em crescimento e apenas começa a sua aplicação. Hoje em dia, a “Internet das coisas” está revolucionando o mundo, objetos capazes de se conectar à rede sem deixar de lado que provoca um impacto social nos seres humanos, sem dúvida afetará no futuro.


A maioria destes objetos atualmente se conectam à rede, mas no futuro serão conectados e inseridos como terminais dentro do próprio corpo do ser humano. O mais provável é que serão trocados por outros objetos que podem ser inseridos dentro da pele do corpo ou em outras partes do corpo humano.

Os cientistas não param, milhões de dispositivos estão à prova para determinar até que ponto podem formar parte do homem e reduzir o abismo que nos separa das máquinas. Existem seis categorias de dispositivos relacionados com o “IoB”:• Wearables: Dispositivos que se tiram e colocam, fornecem dados do estado corporal como ritmo cardíaco, temperatura, pressão arterial, também servem para a leitura biométrica e acender a luz da sala.• Augmentables: São todos aqueles implementos que servem para melhorar a capacidade dos sentidos, aportam informação adicional do meio ambiente, por exemplo, óculos digitais capazes de obter informação do meio ambiente.• Surroundables: Utilizam dados de seres humanos e informação externa com diversos fins, por exemplo:uma tatuagem com um código para desbloquear outros dispositivos.• Enchantables: Artefatos inteligentes de uso cotidiano, por exemplo: aqueles que te avisam ou alertam sobre um evento.• Swallowables: Transformam dados do corpo humano em dados digitais, por exemplo: trajes que medem pulsações.• Biohackables: Circuitos inteligentes que se inserem na pele para aumentar as capacidades do ser humano, por exemplo, um dispositivo de identificação que permita abrir a porta da casa sem usar chaves.

A Internet dos corpos transforma o corpo humano em uma interface digital para desenvolver efetivamente uma tarefa ou trocar dados. No mercado há tatuagens digitais, implantes para dar informação dos usuários, óculos e relógios inteligentes, lentes de contato cibernéticas, a fim de combinar o corpo humano com a tecnologia.


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