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Especial: Há três anos, Câmara cassava o mantado do Prefeito Toinho Batista e de 8 vereadores

(foto: Hígor Silva / Arquivo 40graus)

No dia 07 de janeiro de 2015, uma multidão lotou o plenário da Câmara de Vereadores do Município de Joaquim Gomes, para assistir a última sessão da comissão parlamentar de inquérito – CPI, que investigou um suposto esquemas de vendas de apoio onde no centro da questão, estava a participação de oito vereadores, um secretário de governo e o Prefeito.

Na época, o “mensalinho de Joaquim Gomes”, ficou conhecido a nível nacional, por conta de uma reportagem veiculada no Programa “Fantástico” da Rede Globo, em um quadro jornalístico de nome “Cadê o dinheiro que estava aqui?”. Nas imagens veiculadas pela globo, que foram fornecidas pelo ministério público do estado, mostraram os vereadores Edvan Antônio, Gonzaga Filho (gonzaguinha), Cicero Lira (Cicero da Moto) e Edvaldo da Silva Leite (Dil das Irmãs), recebendo quantias em dinheiro que seriam também destinadas aos vereadores que não apareceram nas gravações, eles: Marcio Gerônimo, Adriano Barros Silva (Adriano do Zinho), Cristina Almeida e Antônio Emanuel (Maninho do Araçá), que mesmo sem acusações comprobatórias, foram presos no dia 08 de outubro de 2014, em plena sessão ordinária, através de um mandado judicial expedido pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Eles passaram 9 dias presos e depois foram soltos através de habeas corpus pedidos pela defesa. O Prefeito Toinho Batista, que já estava afastado desde abril daquele ano, não foi preso, mas responde até hoje sobre o suposto esquema. A defesa dos vereadores que foram presos, atestam que os mesmos foram vítimas de uma armação política, pois cada quantia ora recebida, possuía uma justificativa, foi dito ainda nos autos do processo que as gravações foram ilegais, e ainda as mesmas foram desqualificadas em perícia feita pela Polícia Federal, onde em uma parte do laudo, a instituição atestou que a gravação era editada e de péssima qualidade.

De lá para cá, vários processos correm na justiça, e no ano passado a ação voltou a estaca zero, pois as provas, segundo a defesa, seguem ineficientes e ineficazes para se concluir qualquer coisas à respeito dos acusados. Por outro lado, a promotoria do GECOC – Grupo de Combate as Organizações Criminosas do Estado de Alagoas, responsável pela execução das investigações, atesta que aconteceu o dolo (crime), de forma clara e objetiva, pois foi exposto em imagens e delações de empresários ligados ao suposto esquema do ex-prefeito.

Na Câmara, a comissão processante durou cerca de dois meses, e ouviu testemunhas, incluindo o ex-prefeito Toinho Batista, que esteve na Câmara e foi ouvido pelos parlamentares à época condutores da comissão, os próprios suplentes, que tornaram-se definitivos após a condenação na CEI.

Kernne Petrini, Ivaldo Gomes, “Zeca Índio”, Edson Torres (Dinho da Ely), “Cicinho Professor”, Rosiete Barros, “Dona Lourdes”, assumiram as cadeiras vagas, e escreveram um capítulo na história política da cidade, como a primeira Câmara a tirar um mandato definitivamente de um Prefeito e de outros colegas parlamentares.

Como citado anteriormente, o processo na parte cível, ainda continua sem solução, pois os parlamentares e o ex-prefeito, ora condenados pela Câmara, só perderam os direitos políticos por oito anos, por se tratar de um processo político-administrativo.

 

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