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Na AMA, prefeito de Pão de Açúcar discute estratégias em favor do Rio São Francisco

flavinho1Em busca de estratégias e na corrida contra o tempo para evitar a falta de água nas cidades banhadas pelo Rio São Francisco, o prefeito de Pão de Açúcar, Flávio Almeida, esteve reunido nesta segunda-feira, 9, com especialistas no assunto e gestores de municípios alagoanos e sergipanos, em mais uma reunião semanal da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

Neste encontro, o convidado e responsável pela explanação sobre os problemas causados ao Rio foi o engenheiro João Suassuna, autoridade no tema e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco.

“Nós estamos passando por seis anos de seca consecutiva e a falta de gestão do recurso hídrico tem agravado e muito essa situação. Temos que partir primeiro para promover uma revitalização de toda Bacia do São Francisco e uma das iniciativas é cuidar do reflorestamento e da qualidade das águas para futuramente contar com volumes adequados e uma água de boa qualidade. Se não fizermos isso agora, nós vamos contar com um Rio que está praticamente morto”, afirmou o especialista durante apresentação aos prefeitos.

Ele acrescentou, em resposta aos questionamentos da reunião, que não existe uma solução mágica sem chuva e um plano de manejo adequado nos reservatórios.

Assim como o prefeito de Traipu, Eduardo Tavares e Hugo Wanderley, presidente da AMA e gestor de Cacimbinhas, Flávio Almeida, prefeito de Pão de Açúcar, usou o microfone para expressar sua angústia e inquietação quanto ao uso desordenado da água do Velho Chico, sem antes falar em revitalização.

Para o prefeito, não se pode apenas retirar água de onde já não se tem o suficiente. “Precisamos de medidas urgentes e sustentáveis que possam contribuir com a manutenção das espécies e das águas doces do São Francisco, que a cada dia morre um pouco mais”, disse Flavinho.

Dados

Em Alagoas 11 municípios são ribeirinhos e dependem diretamente do rio. Outros 40 estão incluídos na chamada “calha” porque também integram a bacia e dependem das águas do São Francisco para o abastecimento. No último dia 4, o Rio São Francisco completou 516 anos, mas pouco tem o que comemorar. Na sua descoberta o volume era de 11 mil m³ e hoje é de apenas 550 m.

Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente Alexandre Ayres, é preciso a união de todos, incluindo a sociedade, e que Alagoas e Sergipe não podem mais ser penalizados pelo sangramento que acontece na Bahia e Minas Gerais.

 

Ascom / Com informações da AMA

fonte: AMA – Associação dos Municípios Alagoanos

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