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Na CL, o PSG se entrega ao Real e o Liverpool estraçalha o Porto

Valeu a longa jornada, Real 3 X 1. dois do RC7

Valeu a longa jornada, Real 3 X 1. dois do RC7
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Prosseguiram nesta quarta, dia 14 de Fevereiro, com outras duas partidas primorosas, as oitavas-de-final da Champions League de 2017/18. As suas análises:


 


 


 


 


<strong>REAL MADRID (ESP) 3 X 1 PSG (FRA)</strong>


<strong><em>Estádio Santiago Bernabéu, Madrid, 81.044 pagantes</em></strong>


Em seis combates anteriores, a igualdade absoluta, duas vitórias de cada lado, o Real em levíssima desvantagem no volume de tentos, 6 X 7. Triste ironia. Tal equilíbrio numérico efetivamente faria mais sentido se a impiedade das bolinhas do sorteio da UEFA não tivesse antecipado às oitavas um desafio que deveria valorizar a disputa do troféu da CL. Culpa do próprio Real, que se relegou a um segundo posto, atrás do Tottenham, na Chave H.


Exatamente, só um vice. Por causa da defesa confusa, 7 tentos em 6 porfias. E de um ataque ultra-dependente do artilheiro Cristiano Ronaldo, 9 dos seus 17 gols, mais do que 50%. Do outro lado, na mambembe Chave B, ao lado do Bayern, 15 pontos, o PSG havia ignorado o Celtic da Escócia e o Anderlecht da Bélgica, 3. Além disso, o time da “Cidade Luz” havia espalhado melhor os tiros: de seus 25 <em>buts</em>, 6 de Neymar, 6 de Cavani, 4 de Mbappé.

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RC7, concentração antes do jogo

RC7, concentração antes do jogo
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Só que, no departamento dos jogos internacionais, o Real ostentava, no seu Bernabéu, um cartel impressionante: 1 derrota e 5 empates nos últimos 39, uma série invencível de 17 desde que tomou o placar adverso de 3 X 4, contra o Schalke 04, da Alemanha, na Champions de 2014/15, a única taça das quatro recentes que não levantou.


O basco Unai Emery Etxegoien, treinador do PSG, ainda se lembrava. vividamente, da noite de 14 de Fevereiro de 2017, quando os seus pupilos, na data dos aniversários de Cavani e Di Maria, sapecaram 4 X 0 no Barcelona. Como se portariam os dois, um tico mais velhos? Uma chocante minúcia, aliás: como Cavani e Di Maria, dentre os 22 em ação no Bernabéu, existiam apenas 8 nascidos na França e 3 os nascidos na Espanha. Os brasileiros eram 5.

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Pois foi um jovem gaulês, Adrien Francis Rabiot, o autor do 1 X 0. Aos 33’, contra-ataque puxado por Mbappé, bola cruzada, corta-luz de Cavani, calcanhar de Neymar e a investida do volante, sem qualquer marcação, distração absurda da retaguarda dos rapazes de Zizou Zidane. Aos 45’, porém, o fraquíssimo LoCelso, zagueiro argentino do PSG, cometeu um penal ginasiano em Tony Kroos. E Cristiano Ronaldo cravou o seu 10º gol nesta CL.


Na etapa derradeira, Emery optou por preservar o fôlego e o resultado. E, surpreendentemente, trocou Cavani por um becão, o belga Meunier, de 1m90. Imediatamente, o rival Zizou respondeu, o galês Bale no lugar de Benzema, em jornada esquecível. Nas situações de área, contudo, o PSG sempre se provou mais agudo e mais perigoso.

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CR7, 2 X 0, de joelho...

CR7, 2 X 0, de joelho…
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Azar supremo de Emery e Cia., aos 83’, Asensio, a quem Zizou havia acabado de colocar no gramado, cruzou rasteiro, Areola espalmou, a bola bateu no joelho do CR7 e entrou, 2 X 1. Daí, aos 86’, de novo Asensio invadiu e tocou a Marcelo, que enfunou as redes do PSG, 3 X 1. É, que o Real e os seus superastros agradeçam. Talvez não consigam outra virada equivalente nesta temporada.

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<strong>PORTO (POR) 0 X 5 LIVERPOOL (ING)<br><em>Estádio do Dragão, Porto, cap. 50.033 lugares</em></strong>


Em dois combates anteriores, vantagem dos britânicos da Terra dos Beatles, um sucesso e uma igualdade. Detalhe: para subir à fase de grupos, o Liverpool precisou superar o drama dos playoffs de pré-classificação. Daí, brilhante, se tornou o campeão da Chave E, 12 pontos, 3 à frente do Sevilla, também proveniente dos playoffs. O Porto foi, de longe, 10 pontos em 14, apenas o vice do Besiktas.


Ambos os clubes, porém, levaram um passado honroso à sua contenda pelas oitavas desta edição da CL: os cinco títulos dos ingleses contra os dois dos lusitanos. E mesmo em viagem os “Reds” orientados pelo germânico Juergen Klopp prevaleceram na tradição e na técnica. Ofensivos, despreocupados da vibração da torcida alvi-anil, abriram uma folga de 2 X 0 em meros quatro minutos. Aos 25’, o senegalês Mané, num chute rasteiro que passou por baixo do arqueiro José Sá. Aos 29’, o egípcio Salah, numa bola mal rebatida pelo assustado guarda-valas do Porto.

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A vibração do senegalês Mané

A vibração do senegalês Mané
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Não adiantou o esforço de reação do Porto depois de o seu treinador, o ex-craque Sérgio Conceição, rearrumar a sua tática e a sua moral no intervalo. Logo aos 53’, num arremate do brasileiro Roberto Firmino, o pobre José Sá falhou novamente e Mané não perdoou, 3 X 0. Daí, aos 69’, Firmino aumentou a tragédia do anfitrião ao anotar o seu sétimo gol em sete partidas nesta CL. Fim? Não, não. Mané costuraria a sua rica tripleta aos 85’. Belas a terça e a quarta dos ingleses, 7 pontos em 9 como viajantes.

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Na terça-feira, dia 13, se digladiaram:


<br><strong>JUVENTUS (ITA) 2 X 2 TOTTENHAM (ING)<br><em>Juventus Stadium de Turim, 41.507 pagantes</em></strong>


Num duelo inédito no Futebol do Velho Continente, a “Vecchia Signora” do Piemonte, vice na Chave D, atrás do Barcelona, recebeu o time de melhor performance na fase de grupos. Detalhe: não perdia em Turim, numa CL,  desde 10/4/2013, quando tombou diante do Bayern, 0 X 2, percurso positivo de 14 triunfos e 8 empates, 34 tentos a somente 14. Além disso, em visita à Itália, os “Galos” de Londres ostentavam um cartel medíocre: em 8 jogos, só 1 sucesso, 3 igualdades e 4 fracassos. De fato, a Juve se provou, logo no início, uma equipe impiedosa. Desafortunadamente, também pedante.


Em menos de 10’, e sem que o Tottenham sequer ousasse um arremate, placar de 2 X 0. Aos 2’, passe de Pjanic e um lindo voleio de Higuaín, com direito ao beijo na boca do dono-presidente Andrea Agnelli na sposinaEmma. E, aos 9’, depois de um rasteira tola e estabanada do galês Davies em Bernardeschi, dentro da área, pênalti, conversão de Higuaín.


O Tottenham, claro, não costuma desistir. Aos 35’, após uma troca de passes entre Alli e o dinamarquês Eriksen, o suporartilheiro Harry Kane cravou o seu sétimo gol nesta CL e devolveu as expectativas aos fãs dos “Galos”. Aliás, o segundo gol sofrido pela Juve nos últimos 17 combates em todos os torneios de que participa. Pior, nos acréscimos do tempo inaugural ainda pôde ampliar a sua vantagem. Mas, na pancada, Higuaín bateu um pênalti no travessão.


Resultado perigosíssimo, os nervos se retesaram, lances e mais lances bruscos de ambos os lados. E Massimiliano Allegri, o treinador da “Senhora”, não dispunha entre os seus reservas de um craque capaz de representar de fato a diferença. Ainda não se recuperou o lesionado platino Paolo Dybala. Claro que o Tottenham, orientado por um outro argentino, o pragmático Maurício Pochettino, se locupletou.


Aos 53’ eclodiu uma comédia de erros. Infração muito mal determinada por Felix Byrch, o árbitro tedesco. Com toda a sua experiência, Gigi Buffon monta pessimamente a sua barreira. Eriksen bate de chapa, quase de tornozelo. A bola rola mansa e Buffon pula atrasadíssimo, 2 X 2. O dinamarquês não vibrava com um gol seu desde a vitória do City sobre o Ajax da Holanda, 3 X 1, no já longínquo dia 24 de Outubro de 2012. Agora, em 7 de Março, no templo sagrado de Wembley, os “Galos” se qualificam se preservarem o 0 X 0 ou até se receberem o 1 X 1.

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<strong>BASEL (SUI) 0 X 4 MANCHESTER CITY (ING)<br><em>Saint Jakob Park de Basiléia, 36.797 pagantes</em></strong>


Outro duelo ainda inédito. Coincidência curiosa, na fase de grupos os helvéticos participaram da Chave A, meros 3 pontos abaixo do United, o inimigo metropolitano do City. Perderam de  0 X 3 dentro de Old Trafford, porém cravaram 1 X 0 em seu alçapão na Suíça. Coube ao City, rapidamente, demolir a armadilha. Sem que a torcida do Basel sequer começasse a sonhar, num intervalo de nove minutos o elenco visitante se consolidou.


Aos 14’, um escanteio levantado pelo belga DeBruyne e a testada certeira do turco/alemão Gundogan. Aos 18’, o português Bernardo Silva vigorosamente aproveitou uma pelota mal rebatida. Daí, aos 23’, o platino Kun Aguero acertou um petardo de 25 metros e cravou, City 3 X 0.


Reviravolta? Nem com um milagre do santo Jakob, que abençoa o estádio de Basiléia. De fato, aos 53’ Gundogan saboreou um passe milimétrico de Aguero e tornou impossível qualquer sonho dos helvéticos. Agora, para se classificarem pela primeira vez às quartas-de-final da CL, necessitarão de 5 X 0 em 7 de Março, no Etihad.


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Em 20 de Fevereiro se defrontarão:<br><strong>CHELSEA (ING) X BARCELONA (ESP)<br>
BAYERN (ALE) X BESIKTAS (TUR)</strong>


E, em 21 de Fevereiro, se desafiarão:<br><strong>SEVILLA (ESP) X MANCHESTER UNITED (ING)<br>
SHAKHTAR DONETSK (UCR) X ROMA (ITA)</strong>


Das dezesseis equipes em ação nas oitavas da CL, cinco provêm da Inglaterra, três da Espanha, duas da Itália, e uma de Alemanha, França, Portugal, Suíça, Turquia e Ucrânia. Dirigido, o sorteio dos desafios impediu que ocorressem confrontos entre agremiações de uma mesma federação. As voltas estão definidas para 7/8 e para 13/14 de Março. Então, no dia 16, haverá o sorteio das quartas-de-final, sem mais se evitarem duelos de times de mesma nação. A decisão, em jogo único, com a eventual prorrogação e a disputa de penais, foi programada para 26 de Maio, no Estádio Olímpico de Kiev, Ucrânia.


Puderam se inscrever na competição 79 representantes de 54 países da Europa. De  27 de Junho até 6 de Dezembro, em três rodadas pré-eliminatórias, uma fase de playoffs e mais uma de oito grupos, aconteceram 190 prélios e 546 tentos, média de 2,87. Público de quase 7,57 mi, a média generosa de 38.230 pagantes. As oitavas se desenvolvem através de mata-matas e pelo critério do gol qualificado: no caso de uma igualdade em pontos, valem o dobro os tentos anotados no campo do inimigo. Uma igualdade em pontos e em tentos leva á prorrogação e/ou aos penais.

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fonte: R7 Esportes