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Na ridícula Florida Cup, de novo o Corinthians do segundo tempo consegue estragar o bom jogo do seu time da etapa inicial

A Florida Cup de 2018

A Florida Cup de 2018
Divulgação
Idealizada pela 2SV, uma empresa de intercâmbio que se propõe a conseguir bolsas de estudos para quem deseje se aprimorar nos Estados Unidos, a Florida Cup, inaugurada em 2015, talvez represente uma boa opção de marketing. Trata-se, porém, me perdoe quem a criou, da competição mais idiota e menos competição, convenhamos, que acompanhei em quase exatamente meio século de profissão.


Na sua primeira edição ainda exibia um arremedozinho de lógica: quatro clubes inscritos, cada qual a disputar duas partidas; três pontos por vitória; ganhador do torneio o time que somasse mais; na eventualidade de uma igualdade, a decisão pelo saldo de gols. Levou o título, e uma valise de dólares, o Colônia da Alemanha. Foi vice o também tedesco Bayer Leverkusen, seguido pelos brasileiros Corinthians/SP e Fluminense/RJ.

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Os participantes de 2016

Os participantes de 2016
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Depois, porém, o conceito degringolou. Com o objetivo de se atingir o maior volume possível de países através da TV (hoje, quase 130), a organização amplificou bastante a quantidade de clubes. Foram nove em 2016. O absurdo de doze em 2017. Agora, mesmo com apenas oito, ainda  o formato de só dois prélios a cada elenco, três pontos por triunfo. E um aprimoramento curioso: no caso de empate em um jogo, um ponto a cada, e uma disputa de penais. Mais um ponto ao felizardo na loteria cruel.

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Os participantes de 2018

Os participantes de 2018
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Por isso o Corinthians chegou hoje, sábado, 13 de Janeiro de 2018, a praticamente um passo do título doido. Tinha ficado no 1 X 1 diante do PSV da Holanda, daí 4 X 1 nos penais. Dois pontos. E desafiou o Glasgow Rangers, da Escócia, que tinha suplantado o Atlético Mineiro, 1 X 0. Três pontos. Caso o Timão vencesse, no tempo normal, subiria a cinco na tabela. Daí lhe restaria aguardar os resultados dos confrontos entre o Nacional da Colômbia, o Barcelona do Equador e o Legia da Polônia, em prélios que se estenderão, acredite, até o próximo dia 20.


Nada mais atribulado e nada mais frustrante. Conquistar uma taça sem a devida cerimônia do recebimento. De todo modo, em parte, o Corinthians honrou a camisa. Fez 1 X 0 aos 31’, Rodriguinho, de novo ao escorar o passe de Jádson, como na pugna contra o PSV. Então dobrou, aos 41’, numa arrancada impetuosa de Kazim. E, de novo, como diante do PSV, o treinador Fábio Carille trocou de elenco na etapa derradeira. Dos onze titulares, exclusivamente manteve em ação o arqueiro Cássio.

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O gol de Rodriguinho

O gol de Rodriguinho
Meu Timão
Graeme Murty, o “mister” de Glasgow, trocou menos atletas, colocou seis reservas no gramado. E, de novo e de novo, como dias antes, na sua estréia, o Timão soçobrou pelo desajuste das suas peças. Aos 63’, Morelos diminuiu a folga. Aos 71’, outra falha boba da retaguarda suplente, invasão tranquila de Haliday no meio da área, 2 X 2. Daí, aos 77’, um de novo em favor do inimigo, Morelos 3 X 2, bem no miolo de uma zaga desarvorada. A bagunça era tão farta que, aos 79’, Carille remeteu a campo o garoto Carlinhos, artilheiro da Copinha de 2017. Mas o garoto, lastimavelmente, vestia meias pretas enquanto os seus companheiros envergavam brancas. Consequência: aos 82’, livre na pequena área, Tavernier cravou 4 X 2.

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A Fiel, sempre em ação

A Fiel, sempre em ação
Meu Timão
Moral da fábula: o Corinthians não mais se preocupará com os demais resultados da competição. Dinheiro? Bem, a organização pagou todas as suas despesas de traslado e de estadia. E consta, meramente consta, impossível provar, que lhe pagou um bônus singelo de US$ 1 mi, cerca de R$ 3,5 mi. Nada de se atirar ao lixo.

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fonte: R7 Esportes