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Sobreviventes de tragédia da Chapecoense visitam hospital e local do acidente

Os quatro sobreviventes brasileiros do acidente aéreo com a Chapecoense, no ano passado, tiveram um dia de retrospectiva nesta terça-feira. O grupo pela primeira vez retornou à cidade do desastre, Medellín, na Colômbia. Lá revisitaram ambientes dos dias mais difíceis já vividos, com a ida ao hospital e ao local da queda do avião da LaMia.

Neto, Alan Ruschel e Follmann, mais o jornalista Rafael Henzel, estão no país vizinho junto com o elenco atual da Chapecoense. A equipe catarinense viajou para enfrentar nesta quarta, às 21h45, o Atlético Nacional, pela segunda partida da final da Recopa Sul-Americana. Na ida, na Arena Condá, o time da casa ganhou por 2 a 1.

O dia começou com a visita dos quatro ao hospital San Vicente, onde passaram a maior parte da recuperação na Colômbia. O grupo foi ao local junto com os familiares. Lá foram recebidos por médicos e enfermeiros. O zagueiro Neto, o último resgatado do local da queda do avião, teve uma conversa especial para agradecer o atendimento da psicóloga, que foi a responsável por lhe explicar o ocorrido.

“Somos irmãos agora. Criamos com os médicos colombianos um vínculo de amizade, com e de respeito mútuo, que foi importante e fez a diferença para que tudo de bom acontecesse”, disse o médico da Chapecoense, Edson Stakonski, o responsável por acompanhar a recuperação dos sobreviventes na Colômbia.

Na parte da tarde a comitiva se dirigiu a locais mais distantes da região metropolitana de Medellín. A primeira parada foi a cerca de uma hora da viagem, em La Unión, a cidade mais próxima do ponto da queda da aeronave. O hospital local atendeu os primeiros feridos resgatados pela polícia colombiana.

Logo depois o percurso seguiu ao recém-batizado Cerro Chapecoense, montanha onde o avião da LaMia se chocou, a poucos minutos da chegada ao aeroporto. No local foi montado um memorial de homenagem aos 71 mortos no acidente.

Moradores da região, na maioria trabalhadores rurais, acompanharam a visita dos sobreviventes, que foram tratados como heróis. Alguns dos habitantes recolheram dos destroços pertences pessoais e documentos dos jogadores e devolveram para a comitiva.

fonte: R7 Esportes